Marco Aurélio
Esse ano o dia 20 de novembro marcará os 316 anos da morte de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra contra a nefanda chaga da escravidão nesse país. Ao mesmo tempo, o ano de 2011 é o ano Internacional do Afrodescendente.
Vejo a crítica de algumas pessoas em ter uma data comemorativa para os negros, como se isso fosse um privilégio, esquecem que a data serve principalmente para lembrarmos que os negros ainda estão em situação de desvantagem em vários segmentos da sociedade, desde o acesso aos serviços públicos básicos, até a entrada no disputadíssimo mercado de trabalho, e, diga-se de passagem, ainda muito carregado de preconceitos contra os negros.
Mais uma data, as velhas cantilenas, as rodas de capoeira, os batuques de samba e pagode, as feijoadas uma apresentação aqui e outra ali, mas o cerne da questão na qual a sociedade brasileira teima em se recusar é: Até quando aceitar, tolerar e naturalizar o racismo? Está passando da hora de superarmos as manifestações meramente culturais, não que sejam importantes, o problema é que se continua a reforçar ano a ano que negros são bons para os esportes, samba e culinárias, mas para pensar, tomar decisões e ocupar cargos de mando isso compete aos brancos, isso vai se arraigando tanto, que não chegamos a imaginar um presidente do Brasil negro, não vemos um General, Almirante ou Brigadeiro negros, cientistas, padres, médicos e tantas outras profissões que o nosso perfeito sistema de racismo conseguiu impedir de ascender socialmente, não que não tenhamos negros nessas profissões, mas em uma população de maioria negra, os negros são exceções nesses cargos de elevado prestígio social.
Tenho acompanhado as apresentações em escolas nos últimos anos em comemoração à data, o que ocorre é simplesmente por força da Lei 10.639, simples apresentações artísticas, exposição de máscaras e encenações de peças que retratam como foi a escravidão. As escolas não estão preparadas para superar essas visões congeladas do passado e apresentar propostas mais positivas em relação ao negro, falta a reflexão sobre e data, o objetivo, a situação do negro na sociedade, claro que temos honrosas exceções, mas o que é feito atualmente é meramente uma forma de dizer que se cumpre a lei, esquecem que a luta contra o racismo deve ser diária, não apenas na Semana Nacional da Consciência Negra.
O movimento negro tem e deve mobilizar a sociedade para que se aprofundem as políticas públicas que possam efetivamente acabar com esse imenso fosse existente entre negros e brancos no Brasil, lutar pelas cotas nas universidades, no mercado de trabalho, que o serviço público acabe com o racismo institucional, que a justiça seja democratizada, e o negro não seja visto pelo judiciário como culpado a priori.
Segundo o mapa da violência publicado em 2011, os negros em praticamente todos os estados, inclusive os que têm maioria branca, com exceção do Paraná, têm mais possibilidades de serem vítimas da violência do que os brancos, por exemplo, na Paraíba a chance de um negro morrer vítima da violência é 12 (doze) vezes maiores que o branco, em um estado que o negro não tem o dobro de negros em relação aos brancos. Isso é uma das provas mais cabais para aqueles que ainda teimam em dizer que o Brasil não é racista e que o problema seria meramente social, ledo engano, o que tem acontecido é um genocídio negro como disse Abdias Nascimento em sua famosa obra, não podemos esquecer-nos do processo de destruição física do negro através das artimanhas dos aparelhos repressores do estado que ainda veem o negro como o marginal padrão, julgando e condenando com a morte, os jovens negros nas periferias do Brasil.
Enfim, essas reflexões fazem-se necessárias em um país que tem nos últimos anos tido êxito na área econômica, tem conseguido êxito em políticas de transferência de renda, mas ainda falta muito para democratizar as cores no Brasil e transformá-lo efetivamente em uma verdadeira democracia racial.
Marco Aurélio Braga é Professor da SEEDF
Textos, comentários, traduções de artigos, musica e tudo relacionado a Capoeira Angola - Ancestralidade Afrobrasileira - Batuque, Reggae, Musica do Mundo Literatura - Teatro - trabalho voluntário, justiça social igualdade racial
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
O ABC da Capoeira Angola - Mestre Noronha - APRESENTAÇÃO
“Tem toda a formação nos jogos de Capoeira Angola,
tem toda a malícia que o mundo deve saber.
Que é uma luta de grande valor.
Valor que o mundo quer praticar o seu fundamento,
porem nunca tiveram um Mestre.
Eu Mestre Daniel Coutinho, conhecido por Noronha,
Vou falar:
Tem suas tradição de Alto-relevo na historia da independência do Brasil.
Os escravos que eram Mandingueiros foram convocados no Batalhão Quebra-Pedra para expulsar os Portugueses do território brasileiro.
Muitos capoeiristas escravos não tinham arma de fogo
Brigava de ponta pé, rasteira, cabeçada, rabo de arraia
E joelhada e pedrada e cacetada.
Foi quem deu a grande vitória ao brasileiro
Sob o comando do general Labatu.
A batalha mais dura que teve foi em Santo Amaro, Cabrito e Piraja,
Cachoeira foi a maior batalha sangrenta que houve.
Os capoeiristas escravos foram baluartes dessa luta.
Viva os brasileiros capoeiristas que souberam defender sua pátria com amor.”
Mestre Daniel Coutinho Noronha
tem toda a malícia que o mundo deve saber.
Que é uma luta de grande valor.
Valor que o mundo quer praticar o seu fundamento,
porem nunca tiveram um Mestre.
Eu Mestre Daniel Coutinho, conhecido por Noronha,
Vou falar:
Tem suas tradição de Alto-relevo na historia da independência do Brasil.
Os escravos que eram Mandingueiros foram convocados no Batalhão Quebra-Pedra para expulsar os Portugueses do território brasileiro.
Muitos capoeiristas escravos não tinham arma de fogo
Brigava de ponta pé, rasteira, cabeçada, rabo de arraia
E joelhada e pedrada e cacetada.
Foi quem deu a grande vitória ao brasileiro
Sob o comando do general Labatu.
A batalha mais dura que teve foi em Santo Amaro, Cabrito e Piraja,
Cachoeira foi a maior batalha sangrenta que houve.
Os capoeiristas escravos foram baluartes dessa luta.
Viva os brasileiros capoeiristas que souberam defender sua pátria com amor.”
Mestre Daniel Coutinho Noronha
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Quando que o Brasil vai reconhecer o seu valor??
O que uma escritora Holandesa falou do Brasil!
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9.Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? :)
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!
De: Patricia Ferreira Bento
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.
Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..
Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:
1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9.Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?
1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?
3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? :)
4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?
6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!
De: Patricia Ferreira Bento
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
GRANDE grupo ou GRUPO grande?
Desafios e perspectivas da administração institucional em Capoeira
Por: Jean Pangolin
A capoeira tem apresentado, em sua conjuntura atual, diversas formas de organização, dentre estas, destacaremos neste trabalho uma analise sobre a estrutura dos grupos formais, considerando como ponto de partida os registros sob a forma de associações, cooperativas, federações, fundações e outras. Assim, nossa intenção será apresentar algumas reflexões sobre o impacto das contradições ideológicas do mundo moderno, bem como a crise de transição do informal para o formal no desenvolvimento desta arte pelo mundo.
Historia e (Des)organização Institucional
O inicio da formalização institucional da capoeira invariavelmente segue o período de maior transformação histórica de nossa arte, a década de trinta, período este que registramos a maior parte dos processos de sistematização e formalização. Assim, como em qualquer outra área, estas mudanças aconteceram recheadas do pensamento ideológico e conflitos da época, sendo assim, qualquer analise realizada precisara sempre considerar a conjuntura dos períodos e seus reflexos nos setores específicos estudados.
A década de trinta, toda sua formatação técnica militarista, seu forte apelo governamental cultural nacionalista e ainda a necessidade de sobrevivência da cultura afro-brasileira, construíram um cenário de misturas peculiar a este período, que consequentemente influenciaram diretamente na estruturação institucional em capoeira nas décadas posteriores.
O desenvolvimento da lógica da necessidade de uniformização de indumentária, da técnica, formatação de estilos, registros formais dos núcleos de capoeira e ainda uma serie de outros fatores derivados das modificações consolidadas a partir da estruturação, principalmente, da Angola e da Luta Regional Baiana, que por sua vez, também são fruto das necessidades daquele período, seus conflitos e contradições, representando, em minha opinião, os efeitos colaterais dos benefícios de institucionalização.
Estado, Sociedade e a Passagem do Informal para o Formal Institucional
Com o registro dos centros de Angola e Regional, a partir dos anos trinta, se percebeu que esta poderia se configurar em uma boa estratégia de sobrevivência cultural, pois os mesmos grupos e praticas antes discriminados, percebiam agora um possibilidade de existência sem a perseguição do passado, com possibilidades de negociação com o estado e ainda com reconhecimento social.
O grande problema da situação relatada acima, foi que junto aos fatores que pareciam positivos, surgiram demandas administrativas e burocráticas nunca antes vivenciadas pelos mestres, que cresciam em descompasso aos avanços educativos formais dos mesmos, ou seja, como uma faca amolada, que pode ser uma importante ferramenta para sobrevivência, mas quando não bem utilizada pode ferir quem a manipula.
Outro fator muito importante que precisa ser considerado, consiste no reconhecimento do registro como um mecanismo de mapeamento, arrecadação de tributos e controle do estado, pois uma pratica antes informal e que vivia exclusivamente de suas vivencias e experiências em comunidade, agora passava a ter um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), com todas as implicações legais de qualquer outra instituição, sem considerar a divida do mesmo estado para com a população afro-brasileira, que vinha de séculos e exploração e sem acesso a educação formal que os instrumentalizasse para as novas demandas institucionais.
A institucionalização da capoeira foi também uma alternativa de empregabilidade para os capoeiristas, pois os processos de registro e sistematização possibilitaram o acesso a escolas, clubes, universidades, condomínios, dentre outros, transformando a pratica marginal de antes em uma arte hibrida e com alto poder adaptativo em distintas realidades.
Vale ressaltar que a conjuntura mundial, impulsionada pelo processo Neoliberal, favoreceu em muito a proliferação institucional em capoeira, pois o estado criou uma serie de mecanismos para enxugar seus gastos e redirecionar responsabilidades sociais, criando um momento fértil para o registro de associações e afins, pelas inúmeras possibilidades de parcerias com estado, considerando a terceirização do seu papel social, haja vista o grande numero de projetos sociais em capoeira existentes hoje e os diversos editais públicos para os mais variados projetos.
A Necessidade de Ser e as Relações de Poder
O que estamos percebendo também na capoeira institucionalizada pelo mundo, tem sido uma busca desenfreada por notoriedade de alguns capoeiras e estes elegendo o rompimento com suas instituições e criação de novos grupos como possibilidade de ganhar espaço na comunidade, pois na política institucional da maior parte dos mega grupos, os seus membros se configuram como números ou peças da engrenagem de negocio. Assim, lamentavelmente, o numero de grupos tem crescido, mas a lógica administrativa tem se mantido, sendo a criação da nova instituição uma simples modificação de razão social (nome).
Os grupos de caciques (chefes e/ou patrões) tendem a criar miniaturas de caciques, como a teoria de Paulo Freire de que todo oprimido traz dentro de si sendo gestado o opressor e assim, principalmente por uma relação de conquista de poder, a grande maioria, que esta inserida nesta lógica, tem a tendência de romper com seus mestres/caciques para se tornar alguém importante e reconhecido, afirmando uma das maiores contradições da capoeira na atualidade, que tem consistido na negação daquilo que me oprime pela afirmação da opressão de outros.
A formatação dos grupos/empresas tem, na sua grande maioria, se organizado de uma maneira muito parecida, pois seguem os modelos das primeiras instituições do setor e estas seguem os moldes da aparência superficial de empresas de grande expressão comercial na expansão de suas filiais pelo mundo, contudo a falta de formação administrativa tem criado um abismo entre o verdadeiro funcionamento orgânico de exemplos como: Macdonald, Ford, dentre outras, e a real condição de acesso ao conhecimento dos administradores em capoeira, que em pouco espaço de tempo precisavam aprender a ler balancetes, pagar impostos, lidar com fornecedores, entender lógicas de mercado e etc.. Desta forma, os poucos que conseguiram adaptar-se as novas demandas, passaram a ditar as regras organizacionais em capoeira e a influenciar toda uma comunidade sem informação, por conta do processo histórico de exploração, com valores equivocados e que pouco a pouco foram comprometendo princípios norteadores da arte, como: Aprender-fazendo, circularidade, oralidade, valorização do mais antigo e outros, mas o mais grave disso tudo, me parece ser o fato da grande maioria dos praticantes pensarem que a única alternativa de gestão institucional em capoeira esta na possibilidade de organização conforme o modelo já consolidado, sem perceber que a manutenção deste só fortalece os grupos mais adaptados, preparados e com maior potencial de destruição da arte em favor do negocio cultural, pasteurizando o produto, embalando e rotulando para ser vendido em alguma esquina.
Os capoeiras não tem percebido como os rótulos de Angola e ou Regional, desprovidos do arcabouço filosófico dos mais antigos, tem se transformado em mais uma etiqueta de produto e que este, para ter a funcionabilidade necessária no mundo do capital, precisa pagar o preço de romper com alguns valores culturais ancestrais, que quando bem gestados, são os germes catalisadores da destruição do modo de produção vigente.
Um exemplo típico desta reflexão acima poderá ser percebido na relação dos antigos Mestres com os grupos Macdolnaldizados, pois o impacto dos mesmos em suas atividades, quando contratados para movimentar o negocio, vai alem de uma simples ginástica, considerando os conflitos despertados por sua forma de jogar, tocar, cantar e encantar, e estes têm despertado os mais críticos a refletirem sobre suas praticas, seus dirigentes e principalmente sobre as relações de poder que matem a empresa funcionando. Assim percebemos que a contradição de alimentar o produto a partir de referencias que não são seguidas ideologicamente, pode ate fortalecer o negocio, mas também poderá colocar em risco a manutenção dos mega-grupos, desde que os antigos Mestre compreendam sua função social e seu papel simbólico de guiar os mais jovens no desenvolvimento de uma capoeira mais justa, autônoma e democrática.
Alternativas para ser Bicho da Goiaba
A capoeira e o aprendizado com os mais antigos têm demonstrado que a nossa saída mais interessante para os conflitos sempre será a negociação constante e neste sentido, acreditamos que tão importante quanto o reconhecimento dos desafios e contradições é a movimentação para transformação da realidade e neste sentido nos propomos a trabalhar a partir da metáfora com o BICHO DA GOIABA, que come toda goiaba por dentro sem ser percebido, destruindo a estrutura que esta infinitamente maior do que ele, pelo simples fato de parecer inofensivo. Assim, acreditamos que a capoeira deve trabalhar como o Bicho, minando a Goiaba/sistema por dentro, realizando as mediações necessárias para superar as contradições.
Acredito em uma instituição que segue as normas de registro propostas pelo estado e que tem a capacidade de dialogar com o sistema, parecendo ser cooptada, mas trazendo em seu funcionamento orgânico o germe catalisador e transformador do modo de produção sem ser percebido.
Para dar consequência a estas ideias, sugerimos uma lógica administrativa colegiada e uma pratica fundamentada em princípios de auto-organização, trabalho em equipe e desmistificação da figura do Mestre como centro do processo, considerando o mesmo como um facilitador pelas experiências acumuladas e sensibilidade interpretativa das questões humanas.
Considerações Finais Provisórias
Estas reflexões propostas são provisórias e insuficientes diante da complexidade do tema abordado, por isso acreditamos que o maior valor deste material será despertar duvidas e criticas, provocando o pensamento para uma ação concreta, rompendo a inércia produtiva ou a retórica estéril dos acadêmicos idiotizados pelo conhecimento.
Queremos propor um rompimento com os padrões intrínsecos de gestão em capoeira, apresentando alternativas antigas, já sistematizadas e adotadas por nossos ancestrais no continente africano, logicamente considerando as questões adaptativas para nossa realidade atual, sem, contudo negligenciar os princípios norteadores da arte.
Finalizo dizendo, que estas idéias apresentadas não são minhas, mas fruto da sabedoria dos antigos Mestres, e que as mesmas provavelmente estão colaborando para destruir o grupo que faço parte e a lógica de trabalho que acreditei e defendi por anos, mas também tenho a certeza de que como no processo de renascimento da FENIX, a capoeira vai despertar e assumir seu papel no processo de evolução da humanidade, e que de outro plano poderei acompanhar meus filhos e netos com a mesma alegria e encantamento que eu possuía nos anos que iniciei nesta arte, e que perdi sufocado pela burocratização da cantiga, da técnica, do toque, considerando principalmente e meu sonho de ter/ser/fazer um GRANDE GRUPO.
Por: Jean Pangolin
A capoeira tem apresentado, em sua conjuntura atual, diversas formas de organização, dentre estas, destacaremos neste trabalho uma analise sobre a estrutura dos grupos formais, considerando como ponto de partida os registros sob a forma de associações, cooperativas, federações, fundações e outras. Assim, nossa intenção será apresentar algumas reflexões sobre o impacto das contradições ideológicas do mundo moderno, bem como a crise de transição do informal para o formal no desenvolvimento desta arte pelo mundo.
Historia e (Des)organização Institucional
O inicio da formalização institucional da capoeira invariavelmente segue o período de maior transformação histórica de nossa arte, a década de trinta, período este que registramos a maior parte dos processos de sistematização e formalização. Assim, como em qualquer outra área, estas mudanças aconteceram recheadas do pensamento ideológico e conflitos da época, sendo assim, qualquer analise realizada precisara sempre considerar a conjuntura dos períodos e seus reflexos nos setores específicos estudados.
A década de trinta, toda sua formatação técnica militarista, seu forte apelo governamental cultural nacionalista e ainda a necessidade de sobrevivência da cultura afro-brasileira, construíram um cenário de misturas peculiar a este período, que consequentemente influenciaram diretamente na estruturação institucional em capoeira nas décadas posteriores.
O desenvolvimento da lógica da necessidade de uniformização de indumentária, da técnica, formatação de estilos, registros formais dos núcleos de capoeira e ainda uma serie de outros fatores derivados das modificações consolidadas a partir da estruturação, principalmente, da Angola e da Luta Regional Baiana, que por sua vez, também são fruto das necessidades daquele período, seus conflitos e contradições, representando, em minha opinião, os efeitos colaterais dos benefícios de institucionalização.
Estado, Sociedade e a Passagem do Informal para o Formal Institucional
Com o registro dos centros de Angola e Regional, a partir dos anos trinta, se percebeu que esta poderia se configurar em uma boa estratégia de sobrevivência cultural, pois os mesmos grupos e praticas antes discriminados, percebiam agora um possibilidade de existência sem a perseguição do passado, com possibilidades de negociação com o estado e ainda com reconhecimento social.
O grande problema da situação relatada acima, foi que junto aos fatores que pareciam positivos, surgiram demandas administrativas e burocráticas nunca antes vivenciadas pelos mestres, que cresciam em descompasso aos avanços educativos formais dos mesmos, ou seja, como uma faca amolada, que pode ser uma importante ferramenta para sobrevivência, mas quando não bem utilizada pode ferir quem a manipula.
Outro fator muito importante que precisa ser considerado, consiste no reconhecimento do registro como um mecanismo de mapeamento, arrecadação de tributos e controle do estado, pois uma pratica antes informal e que vivia exclusivamente de suas vivencias e experiências em comunidade, agora passava a ter um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), com todas as implicações legais de qualquer outra instituição, sem considerar a divida do mesmo estado para com a população afro-brasileira, que vinha de séculos e exploração e sem acesso a educação formal que os instrumentalizasse para as novas demandas institucionais.
A institucionalização da capoeira foi também uma alternativa de empregabilidade para os capoeiristas, pois os processos de registro e sistematização possibilitaram o acesso a escolas, clubes, universidades, condomínios, dentre outros, transformando a pratica marginal de antes em uma arte hibrida e com alto poder adaptativo em distintas realidades.
Vale ressaltar que a conjuntura mundial, impulsionada pelo processo Neoliberal, favoreceu em muito a proliferação institucional em capoeira, pois o estado criou uma serie de mecanismos para enxugar seus gastos e redirecionar responsabilidades sociais, criando um momento fértil para o registro de associações e afins, pelas inúmeras possibilidades de parcerias com estado, considerando a terceirização do seu papel social, haja vista o grande numero de projetos sociais em capoeira existentes hoje e os diversos editais públicos para os mais variados projetos.
A Necessidade de Ser e as Relações de Poder
O que estamos percebendo também na capoeira institucionalizada pelo mundo, tem sido uma busca desenfreada por notoriedade de alguns capoeiras e estes elegendo o rompimento com suas instituições e criação de novos grupos como possibilidade de ganhar espaço na comunidade, pois na política institucional da maior parte dos mega grupos, os seus membros se configuram como números ou peças da engrenagem de negocio. Assim, lamentavelmente, o numero de grupos tem crescido, mas a lógica administrativa tem se mantido, sendo a criação da nova instituição uma simples modificação de razão social (nome).
Os grupos de caciques (chefes e/ou patrões) tendem a criar miniaturas de caciques, como a teoria de Paulo Freire de que todo oprimido traz dentro de si sendo gestado o opressor e assim, principalmente por uma relação de conquista de poder, a grande maioria, que esta inserida nesta lógica, tem a tendência de romper com seus mestres/caciques para se tornar alguém importante e reconhecido, afirmando uma das maiores contradições da capoeira na atualidade, que tem consistido na negação daquilo que me oprime pela afirmação da opressão de outros.
A formatação dos grupos/empresas tem, na sua grande maioria, se organizado de uma maneira muito parecida, pois seguem os modelos das primeiras instituições do setor e estas seguem os moldes da aparência superficial de empresas de grande expressão comercial na expansão de suas filiais pelo mundo, contudo a falta de formação administrativa tem criado um abismo entre o verdadeiro funcionamento orgânico de exemplos como: Macdonald, Ford, dentre outras, e a real condição de acesso ao conhecimento dos administradores em capoeira, que em pouco espaço de tempo precisavam aprender a ler balancetes, pagar impostos, lidar com fornecedores, entender lógicas de mercado e etc.. Desta forma, os poucos que conseguiram adaptar-se as novas demandas, passaram a ditar as regras organizacionais em capoeira e a influenciar toda uma comunidade sem informação, por conta do processo histórico de exploração, com valores equivocados e que pouco a pouco foram comprometendo princípios norteadores da arte, como: Aprender-fazendo, circularidade, oralidade, valorização do mais antigo e outros, mas o mais grave disso tudo, me parece ser o fato da grande maioria dos praticantes pensarem que a única alternativa de gestão institucional em capoeira esta na possibilidade de organização conforme o modelo já consolidado, sem perceber que a manutenção deste só fortalece os grupos mais adaptados, preparados e com maior potencial de destruição da arte em favor do negocio cultural, pasteurizando o produto, embalando e rotulando para ser vendido em alguma esquina.
Os capoeiras não tem percebido como os rótulos de Angola e ou Regional, desprovidos do arcabouço filosófico dos mais antigos, tem se transformado em mais uma etiqueta de produto e que este, para ter a funcionabilidade necessária no mundo do capital, precisa pagar o preço de romper com alguns valores culturais ancestrais, que quando bem gestados, são os germes catalisadores da destruição do modo de produção vigente.
Um exemplo típico desta reflexão acima poderá ser percebido na relação dos antigos Mestres com os grupos Macdolnaldizados, pois o impacto dos mesmos em suas atividades, quando contratados para movimentar o negocio, vai alem de uma simples ginástica, considerando os conflitos despertados por sua forma de jogar, tocar, cantar e encantar, e estes têm despertado os mais críticos a refletirem sobre suas praticas, seus dirigentes e principalmente sobre as relações de poder que matem a empresa funcionando. Assim percebemos que a contradição de alimentar o produto a partir de referencias que não são seguidas ideologicamente, pode ate fortalecer o negocio, mas também poderá colocar em risco a manutenção dos mega-grupos, desde que os antigos Mestre compreendam sua função social e seu papel simbólico de guiar os mais jovens no desenvolvimento de uma capoeira mais justa, autônoma e democrática.
Alternativas para ser Bicho da Goiaba
A capoeira e o aprendizado com os mais antigos têm demonstrado que a nossa saída mais interessante para os conflitos sempre será a negociação constante e neste sentido, acreditamos que tão importante quanto o reconhecimento dos desafios e contradições é a movimentação para transformação da realidade e neste sentido nos propomos a trabalhar a partir da metáfora com o BICHO DA GOIABA, que come toda goiaba por dentro sem ser percebido, destruindo a estrutura que esta infinitamente maior do que ele, pelo simples fato de parecer inofensivo. Assim, acreditamos que a capoeira deve trabalhar como o Bicho, minando a Goiaba/sistema por dentro, realizando as mediações necessárias para superar as contradições.
Acredito em uma instituição que segue as normas de registro propostas pelo estado e que tem a capacidade de dialogar com o sistema, parecendo ser cooptada, mas trazendo em seu funcionamento orgânico o germe catalisador e transformador do modo de produção sem ser percebido.
Para dar consequência a estas ideias, sugerimos uma lógica administrativa colegiada e uma pratica fundamentada em princípios de auto-organização, trabalho em equipe e desmistificação da figura do Mestre como centro do processo, considerando o mesmo como um facilitador pelas experiências acumuladas e sensibilidade interpretativa das questões humanas.
Considerações Finais Provisórias
Estas reflexões propostas são provisórias e insuficientes diante da complexidade do tema abordado, por isso acreditamos que o maior valor deste material será despertar duvidas e criticas, provocando o pensamento para uma ação concreta, rompendo a inércia produtiva ou a retórica estéril dos acadêmicos idiotizados pelo conhecimento.
Queremos propor um rompimento com os padrões intrínsecos de gestão em capoeira, apresentando alternativas antigas, já sistematizadas e adotadas por nossos ancestrais no continente africano, logicamente considerando as questões adaptativas para nossa realidade atual, sem, contudo negligenciar os princípios norteadores da arte.
Finalizo dizendo, que estas idéias apresentadas não são minhas, mas fruto da sabedoria dos antigos Mestres, e que as mesmas provavelmente estão colaborando para destruir o grupo que faço parte e a lógica de trabalho que acreditei e defendi por anos, mas também tenho a certeza de que como no processo de renascimento da FENIX, a capoeira vai despertar e assumir seu papel no processo de evolução da humanidade, e que de outro plano poderei acompanhar meus filhos e netos com a mesma alegria e encantamento que eu possuía nos anos que iniciei nesta arte, e que perdi sufocado pela burocratização da cantiga, da técnica, do toque, considerando principalmente e meu sonho de ter/ser/fazer um GRANDE GRUPO.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Berimbau, A arma da feminidade das mulheres Bantu
“Após uma terrível batalha, a deusa protectora transformou o arco do guerreiro no primeiro instrumento musical da tribo, para que a música e a paz substituissem as armas e guerras para sempre” (Mitologia Bantu-Nguni, Zulu -Africa do sul)
http://kandimbafilms.blogspot.com/2011/08/berimbau-arma-do-feminismo-das-mulheres.html
http://kandimbafilms.blogspot.com/2011/08/berimbau-arma-do-feminismo-das-mulheres.html
terça-feira, 4 de outubro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
...”o famoso o povo lhe diz”...
"O bom capoeirista espera, o ambicioso agita-se e precipitase,
o famoso o povo lhe diz."
Palavras de Mestre!
... a ambição prejudica o ambicioso...
... na medida em precipita a ação...
... tirando o “golpe de vista”...
... roubando o senso da oportunidade!...
... ao agir antes da hora...
... sem alcançar o objetivo almejado...
... o ambicioso expões-se a contra-ataques...
... a acidentes desagradáveis...
... ou a morte! Mestre Pastinha
o famoso o povo lhe diz."
Palavras de Mestre!
... a ambição prejudica o ambicioso...
... na medida em precipita a ação...
... tirando o “golpe de vista”...
... roubando o senso da oportunidade!...
... ao agir antes da hora...
... sem alcançar o objetivo almejado...
... o ambicioso expões-se a contra-ataques...
... a acidentes desagradáveis...
... ou a morte! Mestre Pastinha
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